APONTAMENTO…

 

Manifestaste indisfarçável aborrecimento, ante as observações paternas que te contrariaram os propósitos impensados.

PAIEFILHO3

Ontem abusaste da alimentação, hoje pretendias uma excursão inconveniente.

Referiu-se teu pai às necessidades do espírito com acentuada tristeza; todavia, longe de lhe entenderes a nobreza do gesto, buscaste, intempestivo, os braços maternos, na ânsia incontida de aprovação aos teus caprichos juvenis.

Foste, porém, injusto.

O jovem que recusa a orientação acertada dos mais velhos que lhe desejam o bem, procede qual lavrador leviano que reprova a boa semente.

Estimas as longas incursões no pomar, quando as laranjeiras se cobrem de frutos e quando a parreira deita uvas doces.

Acreditas, no entanto, que as árvores excelentes teriam crescido sem cuidado?

Admites que a vinha não necessitou de amparo quando pequena?

Todas as plantas, mormente as mais tenras, sofrem insistentes perseguições de detritos e vermes. Sem carinhosas mãos que as protejam, ser-lhes-ia impraticável o desenvolvimento e a frutificação; muitos dias de vigilância requerem do pomicultor antes de nos atenderem na chácara.

Ignoras que o mesmo acontece no campo do coração?

As más experiências de uma criança acompanham-na a vida inteira.

PAIEFILHO1

Diz o provérbio: “Com o tempo, a folha da amoreira converte-se em veludoso cetim”; mas não podemos esquecer que também com o tempo as águas desamparadas e esquecidas se transformam em pântano. Não te revoltes contra a sementeira de reflexão e bondade que o carinho paterno realiza em teu espírito. Sobretudo, não te impressiones com a fantasiosa opinião de colegas de rua. O tempo dará corpo aos princípios inferiores ou superiores que abraçares e, enquanto o companheiro estranho ao teu lar pode ser o amigo de alguns dias, o papai ser-te-á o amigo e benfeitor de muitos anos.

 

(Do livro “Alvorada Cristã”, pelo Espírito Neio Lúcio, Francisco Cândido Xavier)

 

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NASCIMENTO DE ALLAN KARDEC

03 DE OUTUBRO DE 1804

allankardec

“Todos sabeis que a nossa cidade se deve honrar, com justa razão, por ter visto nascer entre seus muros esse pensador tão arrojado quão metódico, esse filósofo sábio, clarividente e profundo, esse trabalhador obstinado cujo trabalho sacudiu o edifício religioso do velho mundo e preparou os novos  fundamentos que deveriam servir de base à evolução e à renovação da nossa sociedade caduca, impelindo-a para um ideal mais são, mais elevado, para um adiantamento intelectual e moral seguros.

Foi realmente em Lyon que a 03 de outubro de 1804, nasceu de antiga família Lionesa, com o nome de Rivail, aquele que mais tarde devia ilustrar o nome de Allan Kardec e conquistar para ele tantos títulos à nossa profunda simpatia, ao nosso filial reconhecimento. Eis, a tal respeito, um documento positivo e oficial:

‘AOS DOZE VINDEMIÁRIO DO ANO XIII, AUTO DO NASCIMENTO DE DENIZARD HIPPOLYTE-LÉON RIVAIL, NASCIDO ONTÉM ÀS 7 HORAS DA NOITE, FILHO DE JEAN-BAPTISTE-ANTOINE RIVAIL, MAGISTRADO, E JEANNE DUHAMEL, SUA ESPOSA, RESIDENTES EM LYON, RUA SALA, N º 76. 

O SEXO DA CRIANÇA FOI RECONHECIDO COMO MASCULINO. 

TESTEMUNHAS MAIORES: SYRIAQUE-FRÉDÉRIC DITMAR, DIRETOR DO ESTABELECIMENTO DAS ÁGUAS MINERAIS DA RUA SALA, E JEAN-FRANÇOIS TARGE, MESMA RUA SALA, POR REQUISIÇÃO DO MÉDICO PIERRE RADAMEL, RUA SAINT-DOMINIQUE, N º 78.

FEITA A LEITURA, AS TESTEMUNHAS ASSINARAM, ASSIM COMO O ADMINISTRADOR DA DIVISÃO DO SUL. 

O PRESIDENTE DO TRIBUNAL,

(ASSINADO): MATHIOU.

CONFERE COM O ORIGINAL:

O ESCRIVÃO DO TRIBUNAL,

(ASSINADO): MALHUN.”’

O futuro fundador do espiritismo recebeu desde o berço um nome querido e respeitado, e todo um passado de virtudes, de honra, de probidade; grande numero de seus antepassados ​​se havia distinguido na advocacia e na magistratura, por seu talento, saber e escrupulosa probidade. Parecia que o jovem Rivail devia sonhar, ele também, com os louros a as glórias da sua família. Tal, porem, não sucedeu, porque, desde o começo da sua juventude, ele se sentiu atraído para as Ciências e para a Filosofia.

 

Fonte: Revista Reformador, outubro de 2013 (Biografia de Allan Kardec, por Henri Sausse, tradução de Evandro Noleto Bezerra, FEB Editora, capítulo do mesmo nome, itens Nascimento e Batismo. (transcrição parcial)). 

O assunto em pauta tem sido um  dos  mais discutidos na atualidade, sobretudo quando ocorrem crimes graves praticados por  adolescentes, que se incluem na faixa etária de 12 a 17 anos.

No Brasil, as pesquisas mostram  que a maioria das pessoas é favorável à redução da maioridade penal, isto é, o criminoso, a partir dos 16 anos, já deveria  estar  sujeito ao Código Penal e cumprir pena privativa de liberdade nas unidades Prisionais.

O argumento mais utilizado para a redução diz respeito ao fato de se poder votar a partir dos 16 anos, de forma que, se o jovem tem maturidade para escolher os governantes, também tem noção do certo e do errado e deve sofrer sanções mais graves quando comete delitos.

Fig ReformadorComo o artigo tem o escopo de analisar o tema sob o enfoque espírita, valeria a pena perguntar:  O que a Espiritualidade superior diz a respeito do assunto?

No livro Atualidade do pensamento espírita, ditado pelo Espírito Vianna de Carvalho, através  da mediunidade de Divaldo Pereira Franco, há a seguinte pergunta:

[…] A legislação penal aplicável às crianças e adolescentes deve ser  idêntica  à  estabelecida para adultos?

O citado Espírito responde (trechos destacados pelo subscritor deste artigo):  A criança, que inspira ternura e amor, não obstante o período  de infância que atravessa, é um Espírito vivido e quiçá experiente que traz, das reencarnações passadas, as conquistas e os prejuízos que foram acumulados através do  tempo.  No entanto, a criança e o adolescente, quando delinquem, devem receber um tratamento especial, porquanto o discernimento e a lucidez da  razão  ainda  não  lhes facultam a capacidade de saber o que é certo e o que é errado, sendo  facilmente  influenciados para esta ou aquela atitude.

Como consequência, devem ser-lhes aplicadas legislações próprias, compatíveis com o seu nível de crescimento intelectual e moral. A preocupação precípua, no entanto, deverá ser sempre a de educar, oferecendo-se os recursos necessários para que sejam evitados muitos dos delitos que ora ocorrem na sociedade ainda injusta.

Quando, porém, acontecer-lhes o desequilíbrio, é necessário que se tenha em mente sua reeducação, evitando-se piorar-lhes a situação, assim transformando-os em criminosos inveterados, em razão da promiscuidade vigente nos Institutos  Penitenciários e nos Presídios comuns ora superlotados, e quase ao abandono.

Que resposta notável e profunda! Certamente, reflete a visão da Espiritualidade superior.

Trabalho como magistrado há 15 anos, com execução criminal (cumprimento das penas pelos criminosos com 18 anos ou mais), bem como já trabalhei por mais de sete anos na Área de Infância e Juventude, de tal sorte que compactuo com a visão ofertada pelo Espírito Vianna de Carvalho.

Entendo  que  um  dos pontos mais relevantes na  resposta do aludido  Espírito  diz respeito  à capacidade de o jovem ser mais influenciável por outras pessoas e pelo meio em que vive.

Não podemos ignorar que o jovem ainda está na fase de formação da personalidade, o que o predispõe, com mais intensidade, a ser influenciado.

Quando o Espírito é evoluído e já traz, das vidas passadas, conquistas morais  positivas, certamente saberá dizer “não” às opções equivocadas que a vida lhe apresente, todavia, como a maioria dos Espíritos reencarnados na Terra ainda traz limites evolutivos e imperfeições morais, muitos se deixam arrastar pelas más influências e não possuem  resistência moral  para enfrentar dignamente as questões sociais  negativas (desemprego, condições sociais injustas, carência educacional, problemas  na  área da saúde pública etc.).

Dessa forma, é muito  grave e pernicioso inserir o jovem delinquente nas Unidades Prisionais superlotadas e relegadas ao abandono, onde ele será facilmente manipulado pelo crime organizado e por criminosos mais perigosos, o que reduz drasticamente a sua possibilidade de reeducação.

Aliás, muitos criminosos já estão captando  a mão-de-obra  juvenil nas ruas, com a promessa de “dinheiro fácil”. Imaginemos o resultado negativo se colocássemos os jovens, como “presas fáceis”, no interior de uma Unidade Prisional.

Anote-se que não podemos esquecer que o foco principal da pena ou da medida educativa (destinada aos jovens infratores) é a recuperação do indivíduo para que ele possa voltar a viver em sociedade, sem se comprometer novamente com as leis.

Quando  se pensa apenas no aspecto “punição”, é natural que a maioria  deseje a redução  da maioridade penal, porque a internação pelo prazo máximo de três anos, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente, seria insuficiente para os atos infracionais graves (homicídio, roubo, tráfico de drogas, estupro etc.).

Concordo  com a alteração do Estatuto da Criança e do Adolescente no que se refere ao aumento do tempo de internação, a fim de que  o jovem infrator  com  mais periculosidade possa receber, por mais tempo, um tratamento especial e qualificado, visando sua reeducação e reinserção social.

Fig2 ReformadorNo Estado de São Paulo, a atual Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao  Adolescente (Fundação Casa), que substituiu a Febem, tem prestado relevante serviço à recuperação dos jovens infratores, pois não há superlotação e há profissionais habilitados (assistentes sociais, psicólogos, enfermeiros, professores etc.) para lidar com o jovem, enriquecendo-lhes a vida com valores positivos e éticos.

Para comprovar a eficácia da necessidade de uma legislação especial aos jovens, constata-se que a reincidência nas Unidades Prisionais é muito superior àquela encontrada na Fundação Casa.

Registre-se, também, que o endurecimento das penas não reduz criminalidade, como se pode verificar nos países em que, tendo sido adotada a pena de morte, não houve redução dos delitos.

Desejar a redução da maioridade penal é demonstrar conhecimento parcial sobre o assunto. Infelizmente, com frequência externamos nossas vontades, estimulados pela comoção social, e muitas leis são aprovadas e alteradas sob esse grito, revelando-se, oportunamente, ineficazes.

O verdadeiro homem de bem, tocado pelo Evangelho de Jesus, sensibiliza-se com a situação e ora pelas vítimas dos atos infracionais, mas também se preocupa com a recuperação do jovem infrator, dando a sua contribuição pessoal. Como? Fazendo visitas religiosas às instituições que acolhem os jovens infratores e os criminosos, participando de entidades que amparam os jovens abandonados  ou expostos a situações de risco, educando os próprios filhos nas bases do legítimo amor, dando-lhes um direcionamento religioso e moral, entre outras iniciativas.

A sociedade, ao postular a redução da maioridade  penal, sob o argumento de que há impunidade aos jovens infratores, quer transferir apenas ao Estado a responsabilidade, mas se esquece de que também  deve contribuir  para  a diminuição da criminalidade, seja juvenil, seja de adultos, dando oportunidades de recuperação ao delinquente, acolhendo-o oportunamente, ofertando-lhe emprego e condições de uma vida minimamente  digna, porque o verdadeiro amor, conforme anunciou e viveu Jesus, é aquele que nos leva a fazer ao outro o que desejamos para nós mesmos.

Não nos esqueçamos da exortação elevada do benfeitor espiritual Vianna de Carvalho: “A preocupação precípua, no entanto, deverá ser sempre a de educar”, de forma que há necessidade de se manter  uma  legislação especial aos jovens.

BIBLIOGRAFIA: REVISTA REFORMADOR – Setembro  2013 / Autor: Alessandro Viana Vieira de Paula.

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No mês de setembro comemora-se o dia da árvore. Essa data foi escolhida em razão da chegada da primavera. Mas antes da escolha dessa data, acontecia no país, na última semana de março, a festa Anual das Árvores, instituída pelo presidente Castelo Branco, em 1965.

Mais adiante, a árvore ganhou um dia especial em virtude de sua importância para a vida humana e também com a chegada da primavera, onde ganham nova vida e abrem lindas flores que dão origem a novas árvores.

E falando em árvore… em especial da Árvore do Evangelho…

Porque o Brasil é considerado Coração do Mundo, Pátria do Evangelho?

A Árvore do Espiritismo fora plantada em solo Europeu, na França, do séc.XIX, em Paris, entre 1855 à 1869. A Doutrina dos Espíritos de revelação ininterrupta e copiosa exigiu do Alto, contínuas e difíceis ações, naturalmente planificadas antes, durante e depois de Allan Kardec.

A destinação do Brasil como Pátria do Evangelho, Coração do Mundo está em lenta formação, desde há muito tempo, não é coisa recente, o resultado pertence a Deus.

“A pedra principal, angular, será desta feita aproveitada pelos edificadores, se não for, muitos ficarão despedaçados, ou esmagados; os que tombarem sobre ela ou sobre os quais ela cair.”

– Palavras de Jesus. Isto quer dizer que desta missão pode resultar em vitória ou fracasso, como aconteceu com o povo eleito, os hebreus, por causa do seu orgulho.

Assim, a efetiva implantação do Brasil como Coração do Mundo, Pátria do Evangelho dependerá de nós brasileiros cristãos, especialmente o espírita.

Em Mateus 2;43, vamos encontrar uma outra sentença: “Por isso que vos declaro que tirado vos será o  “Reino de Deus” e será dado a um povo que produza os frutos dele”. Este anúncio de Jesus quando aludiu a transferência da Árvore do Evangelho da região inóspita em que pregava para outra, que não podia citar, porque só seriam descobertas 1500 anos depois, referindo-se ele as terras do Cruzeiro, a América.

Há quem acuse com presunção, a obra do médium Francisco Cândido Xavier, “A Caminho da Luz”, onde coloca o povo brasileiro como o novo “povo eleito”, privilegiado, com superioridade sobre os demais.

A Árvore do Evangelho, entre nós brasileiros não é ainda, do porte que terá no grande futuro, está em desenvolvimento, crescendo, erguendo e espalhando seus galhos, folhagens e frutificando, oferecendo alimento e sombra acolhedora aos necessitados, aprofundando as raízes e, um dia que será breve, abrigará a todos.

Em cada período de tempo, determinadas nações do mundo são convocadas pelo Alto a essa ou aquela missão especializada dos destinos humanos. Antigamente a Grécia, organizando os símbolos democráticos com a sabedoria de Atenas, depois Roma na formação do Estado, há alguns séculos vimos a Península Ibérica com a tarefa dos descobrimentos, a França define os direitos do homem, a Grã-Bretanha coloniza e educa; e, a missão do Brasil é a das mais vastas na organização dos valores espirituais da civilização do futuro.

Em 1861 quando ainda vivo, Allan Kardec cita pela primeira vez na sua Revista Espírita o nome do Brasil como consumidor de suas obras, depois em 1864, faz referência a um artigo publicado no Jornal do Commércio, do Rio de Janeiro, onde o crítico tece alguns comentários sobre o Espiritismo. As obras de Allan Kardec passaram a ser editadas aqui no Brasil desde 1875 pela Federação Espírita Brasileira, e tem sido permanente “best-seller” nacional.

Em 1957, foi emitido o primeiro selo postal Espírita no mundo pela iniciativa da FEB, mesmo diante dos protestos da intolerância de certos meios católicos, e posteriormente saiu o selo de 100 anos da morte de Allan Kardec e sucessivamente o selo de 100 anos do Evangelho Segundo o Espiritismo e outros…

Allan Kardec foi escolhido pelo Cristo, Bezerra de Menezes pelo abnegado Anjo Ismael, o grande mensageiro do Senhor: “Chamem agora Bezerra de Menezes ao seu apostolado. Descerás as lutas com o objetivo de concentrar as nossas energias no País do Cruzeiro, dirigindo-as para o alvo sagrado de nossos esforços. Arregimentarás todos os elementos dispersos, com as dedicações de teu espírito.”

Nessa senda, no dia 29/08/1831, nascia Adolfo Bezerra de Menezes, que vinha cumprir no Brasil uma elevada missão, trazendo consigo a palma da harmonia, serenando todos os conflitos e polêmicas esterilizadoras. (Fco. C. Xavier, pelo Espírito de Humberto de Campos)
No Brasil, entre 1875 a1884, a bandeira de Ismael já tremulava na corte com Francisco Leite, Bittencourt Sampaio, Joaquim Carlos Travassos, Antonio da Silva Neto, Antonio Luiz Sayão, Frederico da Silva Jr. (médium), sob a denominação “Deus Cristo e Caridade”, e finalmente a FEB.

No Rio, em 21/01/1883 era fundada a revista o Reformador, que passaria depois a direção da FEB, enquanto na França neste mesmo dia, desencarnava a viúva de Allan Kardec, coluna forte na assistência e sustentação do ideal Espírita, tanto na França, como no mundo.

Enquanto na França a idéia espírita era somente objeto de observação e pesquisa nos laboratórios, ou de grandes discussões estéreis, no terreno da filosofia, sem aclimá-la no coração, o Espiritismo penetrava o Brasil com as suas características de Cristianismo redivivo.

Enquanto na Europa, algumas reuniões mediúnicas eram remuneradas, no Brasil os espíritas sinceros repeliam o comércio amoedado.

Logo após a proclamação da República, uma dosagem de ânimo foi injetada pela espiritualidade, que através do médium Francisco Jr., transmite as palavras de Allan Kardec, dando instruções aos espíritas da capital brasileira exortando-os ao estudo, à caridade e a unificação. A república, porém com suas ideologias novas criaram os mais sérios embaraços ao desenvolvimento do Espiritismo. Bezerra de Menezes que já trabalhava com afinco nos labores doutrinários, através do jornal “O País”, sob o pseudônimo de Max, que havia adotado, oferecia a todos as mais belas e produtivas sementes do Cristianismo. As energias das trevas lutaram contra ele e contra o evangelho, sendo obrigado a parar com seus escritos no jornal, assentando dentro da FEB a sua tenda de trabalho espiritual, e consolidando a assistência aos necessitados (1890).

Bezerra de Menezes foi presidente da FEB em 1889 e vice em 1890/91, novamente presidente em 1895 até seu desencarne aos 11/04/1900 fechando um período de 30 anos após a morte de Kardec. Para que a obra de Ismael pudesse ser livremente cultivada no séc.XX.

Essa obra prossegue sempre, sob a orientação do Alto na preparação da terra do Cruzeiro em Pátria do Evangelho.

Obras consultadas: – Brasil Coração do Mundo Pátria do Evangelho, por Francisco C.Xavier
– “Allan Kardec, Pesquisa Biobibliográfica e Ensaios de Interpretação”, de Zêus Wantuil e Fco.Thiesen

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Ao nos enviar ao planeta Terra, a fim de que, ingressando na carne, trilhássemos a via do progresso, até alcançarmos as estrelas, Deus foi extremamente sábio e bom.

Profundamente conhecedor dos Seus filhos, estabeleceu que, a cada noite, o repouso nos fosse exigido e mergulhássemos no sono.

O sono é imprescindível para o equilíbrio da vida orgânica. A sua privação estabelece problemas de variada ordem: fadiga, diminuição dos reflexos, sonolência, envelhecimento precoce, queda da imunidade, dificuldade de concentração e problemas de memória.

Importante para o refazimento orgânico, o restabelecimento de energias e o reequilíbrio das funções que acionam o corpo.

Mas, algo especial acontece, quando dormimos. O corpo adormece e, nesse momento, ocorre a emancipação da alma.

Ou seja, afrouxam-se os liames que atam o Espírito à matéria, e ele se desprende, parcialmente, rumando para os lugares de sua predileção.

Quando retorna ao corpo, as lembranças que o Espírito imprima ao cérebro físico se constitui no que denominamos sonho.

Durante o sono, podemos viajar com os seres amados, que reencontramos além da cortina carnal.

Poderemos ir a lugares conhecidos, estabelecendo essa admirável comunicação entre os que nos encontramos estagiando na carne e os que se encontram libertos do corpo físico.

Quando temos aspirações nobres, nossas horas de sono podem ser aproveitadas para engrandecimento dos ideais, amadurecimento dessas aspirações, enriquecimento dos planos do bem.

Também podemos receber aconselhamentos de Espíritos amigos.

João Carlos Martins, o famoso pianista e maestro, conta uma singular experiência. Numa fase em que precisara abandonar o piano, sua paixão, desde menino, teve um encontro especial durante o sono.

Um querido amigo, o maestro Eleazar de Carvalho, desencarnado no ano de 1996, lhe disse:

Venha estudar regência e, então, você vai poder recomeçar uma nova vida.

Não foi preciso nada mais. João Carlos decidiu que iria estudar regência. E, em plena madrugada, traçou planos: a regência seria uma missão de vida.

Seria seu prazer pessoal, mas também iniciaria uma cruzada pela valorização dos músicos profissionais.

Mais ainda: atuaria a favor da inclusão social, trabalhando com a formação musical de jovens carentes.

Era o final de 2003. Ele tinha sessenta e três anos. E começou, no dia seguinte, uma nova vida.

Graças a isso, nasceu a Orquestra Bachiana Filarmônica, única no Brasil inteiramente mantida pela iniciativa privada e pela bilheteria dos concertos.

Foi a volta do amante da arte aos palcos. Sua grande dedicação e esforço lhe permitiram que, seis meses depois, estivesse à frente da English Chamber Orquestra, em Londres, gravando os seis concertos de Brandemburgo, de Bach.

João Carlos não conseguia virar as páginas, nem segurar a batuta direito. Memorizou toda a obra para o sucesso da gravação.

Sonhos… Como é grande o amor de Deus permitindo esses belos encontros espirituais.

 

Esta mensagem foi extraída do livro Fonte Viva (Chico/Emmanuel), capítulo 86.  Este vídeo foi apresentado na Semana de homenagens ao aniversário do benfeitor Bezerra de Menezes, realizado na Sociedade Espírita Bezerra de Menezes, em Porto Alegre, 2013.

Para ouvir a mensagem clique no link: https://docs.google.com/file/d/0B3sSA4xBtjyXX05tVnFCZ29kUGM/edit

 

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images (1)Manifestação da necessidade de intercâmbio afetivo entre os seres, a sexualidade trata-se de fenômeno mais complexo do que a simples continuação da espécie. Sincronia no vegetal, instinto no animal, embrião de novas conquistas evolutivas do futuro no hominal, na adolescência a sexualidade aflora mais intensamente manifestando possíveis perturbações do passado e ansiando por sua expressão em forma superior quando a serviço do amor.

“A libido, sob seus impulsos (do amor), como força criadora, não produz tormento, não exige satisfação imediata, irradiando-se, também, como vibração envolvente, imaterial, profundamente psíquica e emocional. Quando o sexo se impõe sem o amor, a sua passagem é rápida, frustrante, insaciável…” (Joanna de Angelis)

André Luiz nos informa quanto à importância da epífise, cuja função não se restringe ao controle dos instintos sexuais durante a infância para depois se tornar órgão morto. A tão estudada glândula pineal segrega hormônios psíquicos ou “unidades-força” que controlam os sistemas sexual e endócrino, acordando, no período em questão, as forças criadoras da psique. Há, assim, uma recapitulação da sexualidade na adolescência, de modo que as paixões vividas noutras existências reaparecem como fortes impulsos.

No processo de educação do ser que se reinicia na experiência física é fundamental abarcar o sentido profundo do sexo, não se limitando ao conhecimento do corpo físico e suas funções. Conflitos, medos, anseios, harmonia imprimem matrizes emocionais, limitações orgânicas, exaltação ou deficiências na libido e possíveis preferências perturbadoras que necessitam de orientação.

 A função educadora é dos pais. Transferi-la a terceiros, ou mesmo à escola, é correr o risco do assunto ser abordado com irresponsabilidade. Fundamental se torna que as próprias figuras parentais busquem conhecimento, se beneficiem de terapêutica especializada, para que, seguros e sem repetir modelos castradores do passado, ou libertinos, tão em voga em nossa sociedade atual, possam se constituir em exemplos dignos de serem seguidos. Educar com alegria e naturalidade, sem excesso ou ausência de pudor e evitando informações para as quais não haja interesse do educando, é rota segura para desenvolvimento de harmonia na área da sexualidade.

Diante da gravidez na adolescência, se faz imprescindível ao jovem assumir a responsabilidade com relação ao ser que renasce, pois se há maturidade para o ato sexual, há – ou deverá construir-se – a mesma para a maternidade e paternidade, através da consciência do dever. O aborto, que constitui grave trauma psicológico de consequências imprevisíveis, deve ser evitado, a não ser diante de risco de vida para a mãe. Ele não apaga erros cometidos por imprevidência, apenas dá lugar ao infanticídio, gerando novas necessidades de reparação.

Assim, para compreender a sexualidade de modo mais amplo, não podemos desconsiderar a anterioridade da alma. Suas expressões variadas, atestando a bissexualidade psicológica do ser, com ou sem distúrbios, atestam a longa caminhada do Espírito e não podem ser julgadas de modo sensacionalista ou preconceituoso.

Segundo a nobre mentora citada, qualquer força deixada em desequilíbrio, danifica e destroi. E a sexualidade tem conduzido a História da humanidade, de modo que hecatombes morais, sociais e espirituais, além de desastres bélicos, têm relação com líderes doentios que não conseguiram dominar essa energia que os alucinava. Já afirmava Joanna de Ângelis: 10 “Examine-se qualquer déspota, e nele encontrarão registros de distúrbios na área do comportamento sexual”.

O sexo existe a serviço da vida, não a vida a serviço do sexo. Sofrendo a influência dos automatismos criados pela permanência nos instintos inferiores no decorrer da escalada evolutiva, cabe à razão a canalização dos últimos em prol da iluminação do ser. E ao Amor, cabe sempre mostrar a diretriz para cometimentos felizes.

Texto extraído do livro Conectando Ciência, Saúde e Espiritualidade, volume 1. Capítulo: Adolescência e Espiritualidade. Michelle Ponzoni dos Santos. Editora Francisco Spinelli.

Retirado do Site da Associação Médico Espírita do RS – AMERGS.

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